segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Água De Lixo




























soda de chorume, depois da chuva,
suco natural,
na lata de orgânicos, fica o saco pesado,
água de lixo,
o resto cheira, envolvente, e como tal,
é tu, de feita pose,
a me dizer, como é ser normal,
digno futuro,
feito, ditado, em nosso contexto social...

água de lixo,
pelo asfalto a escorrer,
quando eu lhe atirar
você também vai feder,
água de lixo,
parece feio isso ver?
você também produz,
por que não lhe devolver
belas palavras como sei fazer,
água de lixo,
vontade não falta,
a coragem não se ausentou,
tem que ver pra crer,
te banhar no caráter,
que lhe corresponde
sem me arrepender...

político intocável,
candidato ao nosso fenecer,
cada vez mais a coisa aperta,
e não vejo ninguém resolver,
santo sem a graça,
elegido à elegia, sem atender,
cada vez mais breve vem a fome,
antecipada, no final do mês,
só me vejo adoecer,
pra satisfazer burguês,
ver cujo dito prazer
alheio em minha cara a se estampar.

inflação,
que em meu bolso parasitou,
só não sustenta
meu desejo, de fugir,
de sumir,
morro pra esquecer,
toda a dor de labor,
quando vou dormir,
sem sonhar com flores,
vejo horror
se alguém me demitir,
se o preço aumentar,
bandido me confundir,
do corpo adoecer,
e ninguém me acudir,

água de lixo,
na sua cara, até sorver,
tua cara lambuzada,
gosmento até escorrer,
e cuspir,
num vomitar,
é o que queríamos ver,
continue a pregar,
prometer sem saber,
continue a mentir,
pra quem não vai lhe crer,
nem votar,
concordar,
se importar,
se iludir,
se foda o futuro,
nosso é o agora,
num momento, a poder rir,
se impressionar,
comentar, lembrar, e desistir,
de ficar, e caminhar,
esquecer de tua existência,
até você em sua velha baixa imagem,
se por, como porco, a sumir.
e a água evaporar,
e no chão, se marcar,
com a primeira chuva, se espargir...







Marcha Dos Chatos

































ecoam sirenes, fumaça de incontáveis praças,
cartazes queimados, gritos, alardes,
alvoroçadas pessoas correm, sob a multidão,
pisoteados, alguns feridos, levados ao camburão,
o caos total, a origem foi, o grande manifesto...

que de origem, descarado
com alguns incomuns sujeitos, começou,
cartazes faziam, com retratos,
de quem mais detestavam,
todo domingo, e nisso declarou,
aquele grupo, de moleques complexados,
o evidente, agora, desprezo,
enquanto em público os queimavam.

semanas passavam, repetidas,
num mesmo ritual, já não novidade,
pequeno município, fofoqueira cidade,
toda semana, haviam mais alguns,
cresciam objetos queimados,
fotos, ofensas, segredos gritados,
uns poucos conflitos, foram delatados.

parou nos jornais,
locais,
falados
rejeitados,
marcados
excluídos,
com seus fados
tão sinceros
conhecidos,
desordeiros,
sinceros,
grosseiros,
ou meros
palhaços
querendo
atenção,
com mormaços
de verdades
tomando em mão...

população,
pouco a pouco
brincadeira aceitou,
auto falantes,
microfones
muitas vezes se usou,
pequeno palco,
singelo pedestal,
e mais gente sem moral,
fora lá desmascarar,
quem na vila,
nome nenhum tinha a exibir,
os ninguéns,
não nepotizados,
fracos, e desarmados,
secretamente sem avisar,
iam à nova atração,
novidade,
queimar fotos de parentes,
de ex-mulheres, patrões, celebridade,
falsos amigos, parentes, pertences, alguma divindade...

e depois de algum tempo, oh céus, a merda aconteceu,
se depararam conhecidos, inimigos, empregados,
de surpresa ali, que surpreendidos, no encontrar,
discussões, paralelas travam,
paradoxo foi, de ao invés de nunca mais voltar,
semana seguinte no retorno, tendiam a piorar...

e por quanto mais se fez, mais perigosa a situação,
até momento dito, previsto, em que explodiria o conflito,
numa manhã de sexta feira, sim, já acontecia todo dia,
houveram tiros, violência, linchamento, vandalismo, explosão,
cidade inteira destruíram, e assim fica a moral da historia,
cinco por cento da cidade, assassinada...
vários demitidos... mulheres largadas, parentes brigados...
agora são odiosos, odiosos sinceros...






O grande Encontro De Vilões
























Dedicado a uma das minhas influências como pseudo-escritor e poeta transão... Santiago Salinas Crow, o "Poeta Corvinídeo" hahahaha 




boêmia vilania,
uma mesa é o terror no bar,
das antigas, camaradas
rivais,
que se puseram a encontrar
um ao outro,
novamente,
sem mentir,
usar, passar a perna, fingir,
ou querer
quem quer que seja assassinar,

whisky abundante,
anuviante, o queimar nos cinzeiros,
fumaça farta, até engasgar,
qualquer aproximado,
infeliz infortunado
será, se lhes for ali interferir,
desamores retratados,
com detalhes, relato de psicopata,
até de feios quitutes de velório,
ou antipatia de funeral,
era tudo grande merda,
antigamente era melhor...

e eu assisto,
sem aplauso, o terror,
da conversa,
o brilhar nos olhos,
o admirar, dum filme ao vivo,
em gargalhadas,
sem cortes,
a falar dos cortes,
sem dublê pro ator,
o meu querer,
como eles ser, quando crescer,
- isso é tão legal!
do balcão sair,
e uma cadeira pegar e dizer,
o quanto fiz também,
sem ninguém descobrir.


Eu quero foder você




























Tentei fazer o mais merda e espontâneo possível isso ai, mas n consegui deixar de escrever o que eu fiz, a ideia era pra ser um pouco diferente, era só pra sair merda mesmo riariariaria



eu vou pegar você,
por trás, eu vou comer você,
fodendo a noite inteira,
vadia, que mais posso fazer?
eu não quero te amar,
nem desejo dizer,
o medo é iminente, de te perder,
deixe eu desconversar,
e o tempo preservar,
esse nosso auto-destruir,

preciso desse teu rabo,
sem moral nenhuma,
a beleza morreu,
ternura apodreceu,
ainda viva, a se arrastar,
por dentre alcovas de meu peito,
prefiro apenas lhe usar,
cuspir, beijar,
cabelo pegar,
como palha seca sem valor,
assim é o merecido,
sem remorso, o furor,
inquestionado, em público
atrevido,
a sós escarrado,
uma noite mais, o escárnio,
um partir noturno,
bêbado, vendo o cigarro gastar,
apagar, outro acender,
sucessivos,
madrugadas de insônia,
destino visto miserável,
eu só quero lhe foder,
mais uma vez, quando eu voltar,

e quando eu voltar,
vou querer lhe maltratar,
lembrar,
como é sujo isso tudo,
e é essa a nossa diversão,
a sujeira para o que é podre,
o consolar-se
de nós dois, na perturbação,
eu te odeio,
esse teu rabo, é que faz exceção.



sábado, 12 de janeiro de 2013

Vida Longa Ao Disparate
































- quem é que tá batendo na porta?

- sou eu, sua vizinha de baixo.

- olá, pode me dizer, precisa de algo?

- pode parar de tocar essa tua guitarra,
  às três da madrugada, preciso dormir,

- poderia me pedir, educada, agora só na marra,
  o que você pode fazer? pra me impedir?

- vou chamar a policia, não quero algazarra!

- tudo bem, eu vou parar, então,
  boa noite, pode ir.

meia hora passa,
um som estranho escuto,
minhas paredes trespassa,
vulgar, quase um insulto,
de outro apartamento,
maléfico invento,
eu sigo lá, bater, reclamar,
num tom, de falso culto.

- olá, será que você pode baixar esse volume?
  to tentando dormir...

- oi, ora, se não é você da guitarra,
  agora vem gritar, pra parar, com essa marra.

- espera, não queria que eu tocasse guitarra,
  pra que você pudesse escutar funk, com as vizinhas.

- ah, não pega nada, estamos apenas nos divertindo,
  a noite é pra ser divertida, até na minha idade...

súbito palpitar de fúria,
erupção emocional,
ódio do olhar, debandado,
explode malicioso, e quase letal...

- tudo bem, boa noite pra vocês,
  caso eu mude de ideia, me divirto com vocês;

de hora, um quarto;
toca àquela porta, novamente,
à campainha,
agudo tocar, vigoroso,
prontamente,
seria enfim, uma companhia?
entre tanta fornicação,
se renderia
o descabelado, àquela imposição?

- oi, ah voltou! o que você quer?


assédio, tapa na cara, imposição,
som tosco de putaria, merece diversão,
agarra a véia, guitarra na televisão,
vadias outras, me observam,
vem-me as duas em direção,
pra se divertir, fornicar,
musica tende a parar,
argumento melhor, ereção,
pra essas vacas, bocas calar,
violento, de cabelo o puxar,
enquanto fode uma,
põe a outra, pra melhorar;

velhinha destruindo,
queria se divertir,
diversão descobrindo,
verdadeira, a pedir,
que pare, não paro,
é raro, alguém lhe querer,
aproveite isto, antes de morrer,
mesmo gritando,
não atendo
mais ao meu poder,
quero me impor, me divertir
custe o quão custar,
mesmo que não suporte,
que eu venha a lhe matar;

na cara, esculacho, humilhação,
usada, usurpada,
eis-lhe a recompensa,
à hipocrisia, estupidez, prevaricar,
até a noite se findar,
sob o restar de filha da puta,
e fartas vadias,
muito boas pra enfiar...
toda noite, orgia, o prédio escuta
como se eu fosse me importar...
quer mais a velha, mais,
meto-lhe de novo, depois a estapear...
todas caídas no chão, adormecidas
vou tudo quebrar, quebrar,
com a guitarra, me vou embora,
embora, agora, esteja a amanhecer,
posso eu, ao menos, sob o alvorecer,
de minha varanda, meus riff' s tocar...

- Enfim... Só...









terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Mato





















na mata,
me meto,
na merda
que mera
me vejo
quimera
almejo
sincera
matar
a fera
que vejo
à poça a me olhar,
no brejo, só, a cantar
com sapos, com grilos,
o iniciar dum anoitecer
onde imagino,
um disco voador descer...
das estrelas...

estou só,
ninguém me entende,
me vê, no rente
junco
de ébrias nuvens vegetais,
vermelhos bulbos, abandonam,
sequer me escutam
ou preferem fazer,
fingem,
me afligem,
fuligem
no rosto a me acender
solitário carvão silencioso
que emana do espírito, torturoso,
sem nem mais queimar,
é por isso que dói, labareda cessou,
e a cantoria de estranhos verdes bichos,
foi o que, depois de tudo, me sobrou...





Influência pura de Santiago Salinas Crow, um escritor contemporâneo de poesia por assim dizer... "Crow" kkk não tenho outra definição pro que o cara faz, até pensei em simbolismo, ou parnasianismo, mas ai vc vê que não tem tmb totalmente de nenhum dos dois. enfim, aos que quiserem conhecer uma das minhas influências ai está o link abaixo do blog do cara. O bom é que ele ainda tá vivo, eu acho...


http://nocturnosombrio.blogspot.com.br/


























Eu odeio todo mundo





eu... odeio todo mundo,
tarará tarará lálálá,
vão todos se ferrar,
eu ando cada vez menos seguro
de que posso ser paciente,
vendo tanta burra gente querendo outrem ferrar...

com tudo o que pude um dia acreditar,
com tudo o que dizem, se espelhar,
dinheiro é nova lei, por escrito,
prensado valor, a te comercializar,
como produto de armação,
predatória inteligente que te escravizar
tentam tempos tantos, terríveis traiçoeiros
em mando de terceiros,
sem se importar...
se um dia o mesmo farão com vós,
que no fundo, no fundo, se sentiram identificados,
lendo a declaração de alguém, vítima e algoz,
neste mundo, do abete prisioneiros, rechaçados:

eu odeio todo mundo,
lálálá, hey!
eu odeio todas as pessoas,
lálálálálá, hey!
o ser humano é uma grande porcaria,
que por muito compraria
a si mesmo, por não saber vender.
hey!

então, eis o que eu digo;
eu odeio todo mundo,
eu quero chutar,
o traseiro, imundo,
gordo e prostrado
a ferro marcado
que discorda
em ter sido,
uma vez ao menos, um palhaço,
digno de um versinho assim:...

eu odeio todo mundo,
isso é tão divertido,
que no fundo, assumo o ódio,
descontraído inibido,
pois não quero mais gastar,
saliva em meu luso latim vulgar,
pra dizer...
eu odeio todo mundo...
vão todos se ferrar,
ser humano é sem remédio,
que não seja esculachar.




























E nada melhor pra figurar essa minha postagens tão subjetiva do que um lindo retrato meu, garotas, já podem molhar suas calcinhas agora. 

O disco voador é obra de Satanás













































ciência abominada, questionada
no quesito de positiva ser,
disco voador não paga dízimo,
nem sabe a Bíblia, então, o que fazer...

senão dizer que estranho aspecto, é uma aparição infernal,
ditar que pobres seres, quiçá mui avançados,
tem sua parte com Satã, formas do mal,
pois tudo que desconhecem, e lhes podem refutar,
é tão perverso, tão inverso, a quem lhes vai salvar,
subindo aos céus, assim, sem gravidade,
levitando ao infinito, em reta vertical.

Jesus Cristo era um Hippie extraterrestre
querendo ensinar essa macacada a ser humana,
pois não há dó no desespero de tratar alheia ignorância,
dos quase hominídeos ainda, em sua intolerância,
despercebendo que os pés rachados, não andam quase nada.

e a piedade de quem vem do espaço,
destronará o pastor a lhe extorquir,
lhe dará conhecimento, a adquirir,
pois a verdadeira bondade,
não é simplesmente, com provérbios alienar,
é lhes dar a oportunidade,
de mais resistente conseguir,
à adversidade se transformar.





Eu sou um Vagabundo

























sou um vagabundo
que come todas as menininhas,
as coroinhas, e até as E.T.s,
as santinhas, as vagabundas,
sem mandar conversinhas clichês,
monogamia eu desconheço,
é muito chato aturar um ser humano só.

eu sou um vagabundo,
que não se importa em certo estar,
verdade não existe,
é só as guerras ver,
religiões conhecer,
diferentes pessoas amar,

eu sou um vagabundo,
porque não me rendo,
ou abaixo a cabeça,
em quaisquer hipóteses,
talvez, equivocado esteja eu argumentando,
mas em prática, ainda estou de pé.

eu sou um vagabundo,
vira-lata ideológico,
calcar-me em dogmas, não suporto,
se posso um passo a frente consumar,
adaptável, em qualquer situação,
em cada tempo diferente,
não rente,
ainda conheço, ao menos, a evolução;






Desce O Cacete




























desce o cacete,
nesse gente folgada,
de falsa moral
mal intencionada,
ninguém presta nesse mundo
ou em qualquer lugar,
ninguém acredita no profundo
imundo dito valor a proclamar.

ninguém se importa,
mais com ninguém,
prefiro a porta
que abre sem
pedir explicações,
ou te criticar, por suas evasões,
sem cobrar, esforço algum,
abre, fecha, tranca, ruída...

ninguém de fato, acredita nessa porra,
quando a vantagem lhe é a favor,
ninguém se importa em ser liberal
se não lhe condiz a dor,
ninguém se importa em não se importar,
jamais lhe vêem se por si só,
interesses todos tem, ao precisar,
ao sentir, um calafrio, o sofrer chegar.

e eu me pergunto, até quando?
até quando a psicose dessa estupidez?
até quando cada vez mais sós?
reclamam tanto de não haver diálogo,
a certamente aplaudirão tais versos...
até quando ficarão parados,
esperando a sorte acenar,
sem sequer suas fichas jogar,
à mesa de imprevisível aposta sem rascunho,
a vida, não tem rascunho,
porque sequer é arte, digna de se expressar...

senão, com o grito,
descendo o cacete...




Rock N Roll




não quero escutar mais nada
que não seja Rock N Roll,
mas não estes mariquinhas
de musicas chatas
só pra molhar calcinhas.

eu não quero escutar mais nada,
que não seja coisa pesada,
guitarras que rasgam,
baixos galopantes, baterias que esmagam,
teclados que falam por si,
um vocal gutural, sem mesclar com pop.

abominando cada estilo alheio,
que não seja o meu,
anseio um que diga, sem dizer,
sem eu precisar entender,
tudo aquilo que me aconteceu.

e então, eu só desejo gritar,
junto, sem saber cantar,
destemendo errar, uma letra
que de certo sei eu boa ser.
algo que me instigue a brigar,
chutar, urrar, bater,
em meus demônios calados,
do inferno enviados,
para a alma de um bom jovem cristão.

tolinho, eu era, queria ser exemplar,
que pena que não deu, me deixe fumar,
beber, trepar o quanto quero, extasiar,
tal virulência de uma alma virginal,
aprisionada no desconhecer da maldade,
que de maldade, só compartilha o nome.

tolinho, eu era, um infeliz normal,
um aprendiz de boçal,
temendo o diabo, feliz com natal,
sem querer dar cabo,
de tanta imbecilidade humana,
aceitação profana
deveras insana,
assim vejo, a criança que fui...
e agora, o meu messias que sou.