terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Desce O Cacete




























desce o cacete,
nesse gente folgada,
de falsa moral
mal intencionada,
ninguém presta nesse mundo
ou em qualquer lugar,
ninguém acredita no profundo
imundo dito valor a proclamar.

ninguém se importa,
mais com ninguém,
prefiro a porta
que abre sem
pedir explicações,
ou te criticar, por suas evasões,
sem cobrar, esforço algum,
abre, fecha, tranca, ruída...

ninguém de fato, acredita nessa porra,
quando a vantagem lhe é a favor,
ninguém se importa em ser liberal
se não lhe condiz a dor,
ninguém se importa em não se importar,
jamais lhe vêem se por si só,
interesses todos tem, ao precisar,
ao sentir, um calafrio, o sofrer chegar.

e eu me pergunto, até quando?
até quando a psicose dessa estupidez?
até quando cada vez mais sós?
reclamam tanto de não haver diálogo,
a certamente aplaudirão tais versos...
até quando ficarão parados,
esperando a sorte acenar,
sem sequer suas fichas jogar,
à mesa de imprevisível aposta sem rascunho,
a vida, não tem rascunho,
porque sequer é arte, digna de se expressar...

senão, com o grito,
descendo o cacete...




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