terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Mato





















na mata,
me meto,
na merda
que mera
me vejo
quimera
almejo
sincera
matar
a fera
que vejo
à poça a me olhar,
no brejo, só, a cantar
com sapos, com grilos,
o iniciar dum anoitecer
onde imagino,
um disco voador descer...
das estrelas...

estou só,
ninguém me entende,
me vê, no rente
junco
de ébrias nuvens vegetais,
vermelhos bulbos, abandonam,
sequer me escutam
ou preferem fazer,
fingem,
me afligem,
fuligem
no rosto a me acender
solitário carvão silencioso
que emana do espírito, torturoso,
sem nem mais queimar,
é por isso que dói, labareda cessou,
e a cantoria de estranhos verdes bichos,
foi o que, depois de tudo, me sobrou...





Influência pura de Santiago Salinas Crow, um escritor contemporâneo de poesia por assim dizer... "Crow" kkk não tenho outra definição pro que o cara faz, até pensei em simbolismo, ou parnasianismo, mas ai vc vê que não tem tmb totalmente de nenhum dos dois. enfim, aos que quiserem conhecer uma das minhas influências ai está o link abaixo do blog do cara. O bom é que ele ainda tá vivo, eu acho...


http://nocturnosombrio.blogspot.com.br/


























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